O CRISTÃO E OS VÍCIOS DOS JOGOS


O CRISTÃO E OS VÍCIOS DOS JOGOS

Texto Bíblico: Ef. 4 22-28
Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; E vos renoveis no espírito da vossa mente;
E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.

INTRODUÇÃO
Não há como em outros textos nenhum texto bíblico que possamos nos basear  para falarmos desse assunto. Na bíblia há apenas um versículo que podemos citar como uma jogatina estar em: (Mt. 27.35) “E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes”. Mas, a luz da palavra de Deus tentaremos dirimir algumas duvidas dentro de um conceito Ético cristão. 
Vamos conceituar os jogos de Azar dentro de uma perspectiva cristã e responsável, sem espiritualizar a questão, muito menos sem deixar de mostrar os malefícios por eles causados. Algumas perguntas tentaremos responder ao longo da lição como: Porque nãos se discute isso na igreja de hoje? Há quem ache o assunto muito simples e conseguem dar respostas simples sobre o tema. Mas não é tão simples como se pareça, A igreja precisa estar preparada para responder essas e outras questões. Temos na sociedade ainda jogos como; jogo de bicho, jogos de internet, sorteios de vários sentidos, bingo, balaio junino, jogos de cartas, de dominó, de Dama, de bilhar e etc... Será isso tudo permitido? Ainda nas igrejas deparamos com campanhas das sete semanas, quebra de correntes, quebra de laços, sorteios, rifas, bolões e etc... Até onde devemos aceitar? Qual a postura correta de igreja? Qual a origem de tudo isso? São essas e outras perguntas que vamos partilhar nesse dia. 
 Na época em que vivemos, há uma onda de liberalismo que não vê pecado em quase nada, e favorece práticas perigosas, que podem levar à destruição espiritual, disfarçadas de "coisas que não têm nada a ver". O verdadeiro cristão não se deixa levar por esta degeneração do mundo.

CONCEITOS DOS JOGOS

Definição de jogos:  latim jocus,i, gracejo, graça, brincadeira, divertimento
Vício de jogar. Exercício ou passatempo entre duas ou mais pessoas das quais uma ganha, e a outra, ou as outras, perdem. Definição de Azar: Má sorte  adversidade, desgraça, desdita, enguiço, infortúnio e má sorte. (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 2008)

1- SURGIMENTO DOS JOGOS DE AZAR
O jogo de azar mais antigo que se conhece foi descoberto por arqueólogos no início do século XX e remonta à antiga civilização suméria, que dominou a região da mesopotâmia no período entre 3500 a.C. e 2500 a.C.. O jogo consistia de um grupo de dados em formato piramidal, confeccionados em osso de animal, com diferentes símbolos talhados nas faces. O mais provável é que as diferentes combinações dos símbolos de cada dado formassem uma escala de valor que definia o vencedor do jogo.

Outra descoberta arqueológica do século XX demonstrou que os jogos de azar também eram um vício presente na antiga civilização egípcia. Na tumba do jovem faraó Tutankhamom, que reinou sobre o Egito Antigo por volta dos anos de 1300 a.C., foi encontrado um complexo jogo de tabuleiro com dados em forma de hastes chamado “senet”, jogado com base numa aposta que poderia ser um bem ou uma promessa.
 O jogo de apostas também era muito comum na Roma antiga Relatos do historiador Tácito, que viveu entre os anos 55 e 120 d.C., dão conta de um jogo de dados muito apreciado pelos romanos – de nome “razar” – que só terminava após um dos participantes apostar suas últimas posses, isto é, apenas após a sua falência, sendo que, muitas vezes, não tendo mais o que oferecer, este apostava no jogo a sua própria liberdade, resignando-se em caso de derrota a se tornar escravo do oponente.

2 - O CRISTÃO E OS JOGOS DE AZAR
A propaganda das loterias, dos bingos e outros meios da jogatina, muitas vezes iludem pessoas, prometendo-lhes riqueza fácil. Contudo, Milhares de pessoas jogam, mas só uma ou poucas ganham "a bolada". E o restante? Perde dinheiro e energias, esperando o ganho fantástico! Quanto mais pessoas jogam, menos chances cada uma têm de ser sorteada. 
Muitos jogadores se dedicam com afinco ao jogo e a bíblia diz: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6: 21).  O resultado disso é a escravidão inconsciente e inaceitável da ideia de ganhar de qualquer maneira. Deus condena a avareza (1 Tm 6.10). Em Provérbios 28.22, lemos: "Aquele que tem um olho mau corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a pobreza" (Pv. 28.22). 
Em Efésios 4.8, lemos: "Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom para que tenha o que repartir com quem tiver necessidade" (Ef. 4.28).
O jogo leva compulsão, que a obriga a jogar cada vez mais, na esperança de superar as perdas. O indivíduo torna-se um escravo do jogo. Começa com dinheiro, depois entrega a roupa, os sapatos, o relógio, os bens, e por fim, a honra, a dignidade. 
Os jogos de azar, oficializados ou não, são instrumentos prejudiciais à vida moral e social, pois levam as pessoas a confiarem na sorte, do que confiarem em Deus ‘OS que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl. 125:1). Os vícios são  destrutivos e corrosivos, os jogadores nem percebem que estão sendo prejudicados e não se dão conta que estão viciados.
3- OS JOGOS E SUAS FUNÇÕES
Numa sociedade em que vivemos onde as dificuldades são notadas na vida das pessoas. E as dificuldades financeiras aparecem na maioria dos lares brasileiros, os jogos de azar se apresentam muitas vezes como um chamariz para a solução rápida  de uma necessidade familiar, a falta de recursos. São muitos os jogos a disposição, alguns legalizados e outros não. Os carteados, jogos de bicho, raspadinhas, cassinos, timemania, e muitos outros. A lista é tão imensa que que não podemos citar todos nessa lição.

3.1 – OS JOGOS E A ÉTICA CRISTÃ
Como cristãos precisamos olhar para a prática da jogatina com um visão bíblica, responsável e acima de tudo honesta.
A – Os jogos de azar, muitas vezes leva a dependência e ao vicio e consequentemente a ruína. Muitos dos psicólogos e psiquiatras já tem tratado o vicio da jogatina como um doença.
B – é uma orientação bíblica obedecermos as Autoridades constituídas. Sendo assim desobedecer implica em o não cumprimento da palavra de Deus.
Portanto se decidimos viver servindo ao Senhor, e aceitamos a sua palavra como  escudo (Pv. 30; 5). Precisamos confiar no senhor  (Sl. 91;2) crendo que ele tem o controle de toda situação, inclusive das nossas finanças. 
A mentira é um pecado muitas vezes presente na vida dos jogadores. É comum  os jogares compulsivos se  envolverem  na jogatina de tal forma, que mentem para amigos e familiares quando estar jogando. (Pv. 12: 22) é a mentira não agrada a Deus.
A postura de um Cristão em relação aos jogos de azar, deve ser sempre de se afastar deles, esquecer a chamada fezinha  e se aproximar do Senhor que tem cuidado e zelo por sua vida e a vida da sua família. (1 Pe. 5:7) 

4-  O QUE DIZ A BÍBLIA QUANTO AO JOGO 
A bíblia não apresenta textos ou mesmo versículos que falem diretamente sobre os jogos de azar. Mas, há vários textos que podemos aplicar a esse tema e usarmos como orientação para nossas vidas. vejamos
A - (Is. 65; 11-12) O texto de Isaías se refere a deusa fortuna. Os caldeus pediam a ajuda dessa deusa para conquistarem as suas apostas. Em Roma, essa deusa era adorada de tal forma que um rei chamado Sevio Tulio construiu 26 templos para essa deusa. O hebreu que buscasse a ajuda dessa deusa para conquistarem as suas apostas estavam cometendo uma abonação ao Senhor.
B – (Ez. 44; 23) o povo de Deus precisa aprender a não misturar o santo com o profano o imundo e o limpo. A separação do povo de Deus de tudo que venha contaminar é necessária para uma vida agradável a Senhor.
A Igreja de Cristo neste século, atravessa por uma das suas maiores provas de santidade. Vivemos em uma sociedade onde tudo é relativo, onde a permissividade campeia. Hoje o que mais se escuta é que Deus quer somente o coração e é exatamente essa relatividade que aos poucos vem sendo introduzida no seio da igreja, onde se “santifica” o profano e se profaniza o santo.
C – (1 Pe 1: 15 16) Deus é santo e não devemos misturar a santidade de Deus com práticas desonestas. Não podemos acreditar em resultados obtidos através dos jogos de azar. Precisamos depender exclusivamente de Deus e crer que ele é o supridor das nossas vidas.
D – (1 Ts 5: 22) a recomendação aqui é fugir de toda aparência do mal. Os jogos de Azar por não representa o mal? As pessoas que se envolvem com essas práticas muitas vezes gatam todo seu dinheiro com a jogatina deixando a si próprio e toda a sua família em situação de vergonha e miséria. Não fomos criados para o mal e sim para o bem.
F – (Ef. 4: 30) “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” Será que um ser criado a imagem a a semelhança de Deus que se entrega ao vicio da jogatina, que gasta o seus dinheiro com apostas esperando acertar e receber uma bolada, que muitas vezes deixa a sua família passar necessidade tudo isso em nome de um vicio que ele mesmo não admite tê-lo. Por ventura essas pessoa não estar entristecendo ao seu Criador?
Percebemos que embora não tenha na bíblia um versículo que esteja diretamente combatendo essa prática do jogo.
G (1 Tm. 6: 10) “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (Hb. 13: 5) “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei”. (Mt. 6: 24) “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”. As pessoas que se dedicam a pratica dos jogos de azar, geralmente vivem em busca de riqueza fácil obtida através da jogatina.  Muitas vezes a busca pela riqueza fácil, leva os jogadores inveterados a não observação dos valores espirituais. (Mt. 6: 19) esses valores espirituais é a vontade de Deus para uma vida saudável e abençoada.
Entendemos que todos os textos citados e muitos outros relacionados a vida do servo de Deus e os seus compromissos com a palavra do Senhor e a vida cristã prática, diz não ao jogo. É preciso que cada cristão de sã consciência e sob a orientação do Espirito Santo do Senhor possa se afastar de tudo isso e viver uma vida de harmonia com Deus e com o seu povo.

CONCLUSÃO. 
Por mais que pareça ser inocente, a jogatina leva a uma vida de vícios. Não podemos aceitar como algo normal ou apenas como dizem alguns que apenas um fezinha. Na verdade muitas pessoas que se enveredam por essa vida de jogatina, terminam doentes e envolvidos num emaranhados de atitudes desonrosas para Deus e para a sociedade. “Quero trazer a memoria aquilo que pode me dar esperança” (Lm. 3: 21) As minhas lembranças devem ser de coisas que me façam bem e tragam alegria e não aquilo que gera dor, sofrimentos e destruição do corpo, da alma e do espirito, distanciada de Deus.   Que Deus guarde a Igreja, e de modo especial a juventude para que não enverede pelos tortuosos caminhos dos jogos e dos vícios.

Pastor Roilton Alves

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